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Mostrando postagens de agosto, 2021

Língua e música - Percussão corporal

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A arte sempre será palco de muita observação e estudo, visto que suas representações expressivas se baseiam em comportamentos humanos apresentados diferentemente em cada época. Tudo isso nos remete ao passado distante e totalmente remoto, sem uma estruturação social fixa e suportes suficientes para registros mais concretos e bem elaborados. Achados dessa época nos remetem a construções artesanais de instrumentos de sopro, desenvolvidos a partir de pedaços de ossos e madeiras.   A percussão corporal é uma prática musical, onde se utiliza o corpo como suporte para realização de uma produção sonora e musical. A partir de estalos nos dedos, toques entre as mãos, batidas com os pés, toques no peito, pernas e até mesmo no rosto nos permite construir sons harmônicos e melódicos capazes de encantar os ouvidos humanos.   Devemos lembrar que essa prática de utilização corporal como suporte à música, não é algo tido como novo, mas que surgiu desde o período pré-histórico, por mei...

Diálogo com o passado – Os Sapos

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Movidos pelo cenário da independência do pais, um grupo de brasileiros, sentindo uma vontade grandiosa em romper com os padrões artísticos da época, influenciado normalmente pelos europeus, decidiram realizar em fevereiro de 1922, mais precisamente nos dias 13, 15 e 17, marcara a Semana de Arte Moderna no pais. Três dias de muita dedicação a mudança do conceitualismo artístico, político e cultural existente na época. Muitos não gostaram do evento, mas o desdobramento daquela semana de 22, foi acontecendo aos poucos. O escritor Graça Aranha inaugurou o primeiro dia de apresentações, com a palestra: “A emoção estética da arte moderna”. A segunda noite gostaria de dar ênfase a mesma, visto que apresentações musicais, palestra do escritor e artista plástico Menotti del Picchia, tendo também a leitura do poema de Manoel Bandeira, “ Os Sapos”. Vamos apreciar a leitura do poema: Enfunando os papos, Saem da penumbra, Aos pulos, os sapos. A luz os deslumbra. Em ronco que aterra, Berra o...

A roupa e a arte – A moda de lampião e o resto do cangaço

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Cabra arretado, Virgulino Ferreira da Silva, com suas vestes exuberantes buscava no visual marcante, transmitir elegância e requinte. Mesmo com todos as acusações de guerreiro bárbaro e procurado, não se rendia as sombras da noite, nem mesmo as escondidas, mas junto com seu bando, bem armado, com montaria e muito requinte, desfilava beleza nos trajes que vestia. Tradicionalmente o couro vestia os cavaleiros, que embrenhavam mato adentro, cheio de espinhos e perigos da caatinga. Os bandoleiros, como eram conhecidos os participantes do cangaço tinham como vestes roupas bem elaboradas e chiques. Os homens do bando utilizavam Chapéus , feitos de couro em formato de meia lua, ornado com ouro, flores e estrela. Era tido como o símbolo de poder do cangaço. As jabiracas eram os lenços de seda enrolados no pescoço e as camisas de pano de cáqui (100 % algodão) e botões de ouro. Muito bem armados, portando Cartucheiras de couro, que servia para armazenar as balas e normalmente postas à cintur...